Tontura constante: O que pode ser e quando investigar
A tontura constante é uma queixa muito comum em consultórios médicos e pode afetar pessoas de todas as idades. Embora muitas vezes esteja relacionada a situações simples, como desidratação ou queda de pressão, também pode ser um sinal de alterações no ouvido interno, problemas neurológicos ou doenças cardiovasculares. Por ser um sintoma que interfere diretamente no equilíbrio e na rotina, é fundamental compreender suas possíveis causas, como identificar sinais de alerta e quando buscar avaliação especializada.
Neste artigo, você vai entender o que pode causar tontura constante, quais exames podem ser necessários e quando é importante investigar com mais profundidade.
Continue a leitura
para saber mais.
O que é considerado tontura constante?
A tontura constante é a
sensação contínua de desequilíbrio, instabilidade ou flutuação que se mantém por dias ou até semanas. Ela pode aparecer como cabeça leve, dificuldade para caminhar com firmeza, vertigem quando tudo parece girar ao redor, ou episódios repetidos de perda momentânea do equilíbrio.
Principais causas de tontura constante
Alterações no ouvido interno
O ouvido interno tem papel direto na manutenção do
equilíbrio. Quando essa região é afetada, a tontura constante pode surgir como um dos primeiros sinais. As causas mais comuns incluem:
- Labirintite
- Doença de Ménière
- VPPB, vertigem posicional paroxística benigna
- Neurite vestibular
Essas condições costumam provocar vertigem, zumbido, náuseas e dificuldade de manter estabilidade ao caminhar.
Problemas de circulação
Quando o
sangue não chega de forma adequada ao cérebro, o organismo reage com tontura constante. Isso pode acontecer em situações como:
- Hipotensão
- Arritmias
- Hipertensão mal controlada
- Insuficiência cardíaca
- Doenças vasculares
De acordo com estudos, alterações cardiovasculares estão entre as principais causas de tontura em adultos acima de 60 anos.
Alterações neurológicas
Distúrbios no sistema nervoso podem gerar desequilíbrio persistente. Entre as causas mais relevantes estão:
- Enxaqueca vestibular
- AVC isquêmico ou hemorrágico
- Esclerose múltipla
- Tumores cerebrais
Essas condições
não são frequentes, mas exigem investigação imediata, especialmente quando há sinais de alerta como fraqueza, dificuldade na fala ou perda súbita de consciência.
Distúrbios metabólicos
Oscilações metabólicas podem desencadear tontura constante, principalmente em pessoas com doenças crônicas. As causas mais comuns incluem:
- Hipoglicemia
- Hiperglicemia
- Anemia
- Alterações na tireoide
- Desidratação
Problemas de visão
O sistema visual participa do equilíbrio corporal. Quando há alterações na visão, a tontura constante pode surgir, sobretudo ao
caminhar ou focar
objetos. Entre as causas estão:
- Astigmatismo não corrigido
- Presbiopia
- Mudanças bruscas na acuidade visual
- Olho seco intenso
Ansiedade e fatores emocionais
A ansiedade pode desencadear tontura constante devido à
respiração acelerada, tensão muscular e alterações sensoriais. Os sintomas que costumam acompanhar incluem:
- Aperto no peito
- Sensação de irrealidade
- Palpitações
- Respiração rápida
De acordo com dados, cerca de
30% dos pacientes com transtornos de ansiedade relatam tontura persistente.
Sintomas que podem acompanhar a tontura constante
A análise dos sintomas associados ajuda a direcionar a investigação médica. Entre os mais frequentes estão:
- Náuseas
- Sensibilidade à luz
- Instabilidade ao caminhar
- Zumbido
- Dor de cabeça
- Sensação de desmaio iminente
- Alterações na visão
Quando os sintomas pioram com movimentos da cabeça, a causa costuma ser vestibular. Já sintomas que surgem com esforço físico podem indicar origem cardiovascular.
Quando a tontura constante exige investigação imediata
Alguns sinais indicam risco aumentado e precisam de avaliação médica urgente.
Procure atendimento imediato se houver:
- Fraqueza repentina em um lado do corpo
- Dificuldade na fala
- Perda de consciência
- Dor no peito
- Palpitações intensas
- Febre alta
- Dificuldade para caminhar
- Dor de cabeça súbita e intensa
Esses sinais podem ser indicativos de AVC, arritmia, infecção ou outras emergências.
Como é feito o diagnóstico da tontura constante
Avaliação clínica
O diagnóstico começa com uma consulta e o médico avalia a frequência e duração da tontura; a descrição de como é a sensação; situações que desencadeiam o quadro; uso de medicamentos; além disso, o histórico pessoal e familiar.
Exames mais solicitados
A escolha dos exames depende da suspeita clínica.
Para causas otológicas:
Audiometria;
Vectoeletronistagmografia;
Testes vestibulares;
Para causas neurológicas:
Ressonância magnética;
Tomografia.
Para causas metabólicas:
Hemograma;
Glicemia;
Exames da tireoide.
Para causas cardíacas:
Monitorização Holter.
Prevenção da tontura constante
Embora nem todas as causas possam ser prevenidas, algumas atitudes reduzem significativamente o risco de episódios recorrentes. Diante disso, é recomendado:
- Controle da pressão arterial
- Tratamento adequado de problemas no ouvido
- Acompanhamento de doenças crônicas
- Check-up regular
- Prática de atividade física
- Alimentação equilibrada
Perguntas relacionadas
O que pode ser sentir tonturas todos os dias?
Tonturas diárias podem estar relacionadas a alterações no ouvido interno, problemas de visão, distúrbios metabólicos, ansiedade, alterações circulatórias ou efeitos de medicamentos. A avaliação médica é essencial para identificar a causa.
É normal ter tontura constante?
Não. A tontura constante não é considerada normal e geralmente indica alguma alteração que precisa ser investigada, como problemas vestibulares, cardiovasculares ou metabólicos.
Tontura constante é sempre sinal de problema grave?
Nem sempre, mas merece atenção. Muitas causas são benignas, como VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna) ou desidratação, porém tonturas persistentes podem indicar doenças neurológicas ou cardiovasculares que exigem avaliação médica.
Quando a tontura é perigosa?
A tontura é perigosa quando vem acompanhada de fraqueza súbita, alteração na fala, dor de cabeça intensa, perda de visão, desmaio ou dor no peito. Esses sinais podem indicar AVC ou outras emergências.
Como é a tontura de AVC?
A tontura de AVC costuma ser súbita, intensa e associada a dificuldade para caminhar, visão dupla, fraqueza em um lado do corpo e alteração na fala. O atendimento deve ser imediato.
Quais são os 4 tipos de tonturas?
Os principais tipos incluem vertigem, sensação de desequilíbrio, tontura pré-síncope e tontura inespecífica. Cada tipo tem causas e características diferentes.
Quais doenças do ouvido podem causar tontura constante?
Labirintite, neurite vestibular, VPPB e doença de Ménière são causas frequentes no ouvido interno e provocam vertigem e instabilidade prolongada.
Como saber se a tontura é labirintite?
A tontura por labirintite geralmente é rotatória, piora com movimentos da cabeça e pode vir acompanhada de zumbido, náuseas e dificuldade para manter o equilíbrio.
Como saber se minha tontura constante tem origem no ouvido ou no cérebro?
A tontura de origem no ouvido costuma piorar com movimentos da cabeça e pode vir com zumbido ou náuseas. Já a causa neurológica costuma vir com alterações da fala, coordenação ou visão.
Tontura constante pode ser ansiedade?
Sim. A ansiedade pode causar sensação de instabilidade, cabeça leve ou flutuação, devido à hiperventilação, tensão muscular e alterações sensoriais.
A tontura constante pode estar ligada ao meu padrão de sono?
Pode. Noites mal dormidas, apneia do sono e privação prolongada afetam a oxigenação cerebral e podem causar tontura ao longo do dia.
Medicamentos que uso para outras doenças podem causar tontura constante?
Sim. Antidepressivos, ansiolíticos, anti-hipertensivos, diuréticos e antialérgicos podem gerar tontura como efeito colateral.
O que fazer quando a tontura não passa?
Mantenha-se em repouso, hidrate-se e evite movimentos bruscos. Se a tontura persistir por dias ou vier com outros sintomas, procure avaliação médica.
O que posso fazer para aliviar a tontura enquanto aguardo atendimento?
Hidrate-se, sente-se ou deite com cuidado, evite movimentos bruscos, mantenha o ambiente ventilado e não dirija. Se houver piora, busque atendimento.
Tontura constante tem tratamento?
Sim. O tratamento inclui medicamentos, reabilitação vestibular, ajustes metabólicos, controle da pressão, manejo da ansiedade, correção visual e hábitos de vida.
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A tontura constante é um sintoma que pode ter diversas origens, desde causas simples até condições que precisam de investigação imediata.
Observar os sintomas que acompanham a tontura, identificar padrões e buscar avaliação médica quando o quadro persiste são passos fundamentais para garantir um diagnóstico adequado e evitar complicações.
Com acompanhamento profissional, é possível controlar o problema e retomar a qualidade de vida. Se você tem sentido tontura com frequência, que tal refletir sobre há quanto tempo isso está alterando sua rotina e considerar uma avaliação médica?
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